Apagaram-se as luzes, o computador parou,
mas a lua estava ali.
Quando tudo indicava um tempo estático,
lâmpadas, ventiladores, televisão, tudo
sem funcionamento,
a lua crescente transparecia movimento.
Mesmo com os referenciais humanos inertes,
no céu algo extraordinário se mexia.
Talvez um inseto, na sua pequenez, andava.
Os meus pequenos gestos não falhavam.
E aquela coisa vibrante, no alto, gigantesca fosse, exibia
a sua dinâmica.
Mostrava algo diferente, em cada mínimo instante.
A vida interrompida, em seus afazeres banais,
não calava ao saber que o grande satélite estaria, majestoso,
brilhando, em algum canto do azul infinito que cobre a Terra.
Soberano sobre todo fogo que arde sob o chão.
Chama esta que serve para aquecer e para ser louvada.
Talvez se eu estivesse na rua, em trânsito, o teria visto
prateado e radiante.
Como estava em casa, só percebi o esplendor quando ....
...me dei conta de mim.
E percebi: como no meu peito, dentro de mim,
algo, fora de mim, vivia com abundância.
E o fazia bem distante!
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Guilherme Valle
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