É um título provocativo. Não estamos mais nos anos 60 e 70 do século XX. Nos dias atuais, o termo aqui trazido é visto como ultrapassado. A propalada “sociedade da informação” fez avançar a humanidade para além das suas fronteiras marcadas por conflitos. Mas, uma potência industrial americana do norte, na condição de império, entra facilmente em uma análise que opta por recuar na modernidade dos conceitos visando a uma abordagem mais integral dos fenômenos sociais.
O nome “imperialismo” é, hoje, rejeitado pelo grande público. Passou-se ao emprego, de forma prolixa, de “pós-modernidade” e sociedade “pós-industrial”, principalmente a segunda, para referir uma administração “fria” da sociedade em crise. O uso da linguagem , e o seu desuso, revelam apologias e tabus. A hipereficiência administrativa “pós-industrial” suplantou, em uma dominação sem marcas, o “imperialismo” tratado apressadamente como radical ou destruidor. Talvez o império não seja tão absoluto como querem fazer crer os seus opositores mais panfletários. Nem tão inacessível que não possa mediar a relação entre ricos e pobres ou entre fortes e fracos.
A “sociedade da informação” é uma ideologia defendida nos meios da administração tecnológica avançada. Um domínio conceitual hiperavançado favorece muito mais a reprodução do que a produção de valores capazes de manter e expandir. O conflito social é uma condição para o desenvolvimento de formas mais criativas de relacionamento e o futuro almejado para a humanidade precisa estar bem fundado em soluções que a história preparou nas suas idas e vindas. A modernização tecnológica não pode prescindir do aumento da capacidade produtiva da economia. O capital investido precisa gerar empregos e não apenas vantagens financeiras ou maior produtividade que só leve em consideração a velocidade com que são atendidos os consumidores. As finanças não podem se distanciar da economia real a ponto de ameaçar a estabilidade do sistema produtivo. A evolução da história, que não abre mão de uma economia bem pouco ortodoxa, não pode se realizar pela reprodução dos fatos do passado, mas recusa um acelerado processo produtivo que visa iludir as forças que atuam diretamente na construção de alternativas.
É preciso algum recuo nas transformações de ponta que a tecnologia vem proporcionando à sociedade industrial. Não com relação ao que desponta como vanguarda no séc. XXI. É preferível retomar o importante significado que o uso da energia atômica teve, a partir de meados do século passado, e que continua tendo apesar do esperado e ainda não cumprido desarmamento de Rússia e Estados Unidos. Um império industrial norte-americano, que viveu da ameaça atômica durante a Guerra Fria, ainda sustenta as guerras empreendidas pela potência mundo afora. Apesar das novidades dos novos equipamentos de batalhas, o potencial atômico ainda é a grande força de dissuasão, passado mais de meio século de Hiroshima. A tecnologia digital popularizada na internet e nos celulares não demonstra a mesma intimidade que a atômica tem com o setor industrial da economia, este que por sua vez tem a sua mão de obra bem marcada nas frentes de guerra ao redor do mundo. A chamada “sociedade da informação”, beneficiada pela “revolução” nas comunicações da internet e dos celulares, tem dado, ao contrário, imenso suporte tecnológico para uma expansão sem limites da globalização financeira. Esta última, por seu turno, enche os olhos dos adeptos da sociedade “pós-industrial” que idealizam uma economia de serviços hegemônica. A sociedade “pós-industrial” não ocupa o papel desempenhado pela sociedade industrial, mas é necessário recusar a sofisticação da vida adquirida com o mundo “pacificado” em Hiroshima.
Quem sabe será possível o uso de “imperialismo” sem os tabus que parecem dificultar um esclarecimento maior? Ou se “sociedade da informação” poderá ter um uso mais calcado no desenrolar do drama histórico? O império industrial norte-americano ainda dá as cartas quando os fatos são analisados pelo foco das guerras entre nações ou mesmo da violência associada ao tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Principalmente se considerado o impacto das disputas bélicas que envolvem o medo em torno das bombas atômicas. Do “admirável mundo novo” que a potência nuclear trouxe após a tragédia da cidade japonesa citada é preciso voltar atrás.
O nome “imperialismo” é, hoje, rejeitado pelo grande público. Passou-se ao emprego, de forma prolixa, de “pós-modernidade” e sociedade “pós-industrial”, principalmente a segunda, para referir uma administração “fria” da sociedade em crise. O uso da linguagem , e o seu desuso, revelam apologias e tabus. A hipereficiência administrativa “pós-industrial” suplantou, em uma dominação sem marcas, o “imperialismo” tratado apressadamente como radical ou destruidor. Talvez o império não seja tão absoluto como querem fazer crer os seus opositores mais panfletários. Nem tão inacessível que não possa mediar a relação entre ricos e pobres ou entre fortes e fracos.
A “sociedade da informação” é uma ideologia defendida nos meios da administração tecnológica avançada. Um domínio conceitual hiperavançado favorece muito mais a reprodução do que a produção de valores capazes de manter e expandir. O conflito social é uma condição para o desenvolvimento de formas mais criativas de relacionamento e o futuro almejado para a humanidade precisa estar bem fundado em soluções que a história preparou nas suas idas e vindas. A modernização tecnológica não pode prescindir do aumento da capacidade produtiva da economia. O capital investido precisa gerar empregos e não apenas vantagens financeiras ou maior produtividade que só leve em consideração a velocidade com que são atendidos os consumidores. As finanças não podem se distanciar da economia real a ponto de ameaçar a estabilidade do sistema produtivo. A evolução da história, que não abre mão de uma economia bem pouco ortodoxa, não pode se realizar pela reprodução dos fatos do passado, mas recusa um acelerado processo produtivo que visa iludir as forças que atuam diretamente na construção de alternativas.
É preciso algum recuo nas transformações de ponta que a tecnologia vem proporcionando à sociedade industrial. Não com relação ao que desponta como vanguarda no séc. XXI. É preferível retomar o importante significado que o uso da energia atômica teve, a partir de meados do século passado, e que continua tendo apesar do esperado e ainda não cumprido desarmamento de Rússia e Estados Unidos. Um império industrial norte-americano, que viveu da ameaça atômica durante a Guerra Fria, ainda sustenta as guerras empreendidas pela potência mundo afora. Apesar das novidades dos novos equipamentos de batalhas, o potencial atômico ainda é a grande força de dissuasão, passado mais de meio século de Hiroshima. A tecnologia digital popularizada na internet e nos celulares não demonstra a mesma intimidade que a atômica tem com o setor industrial da economia, este que por sua vez tem a sua mão de obra bem marcada nas frentes de guerra ao redor do mundo. A chamada “sociedade da informação”, beneficiada pela “revolução” nas comunicações da internet e dos celulares, tem dado, ao contrário, imenso suporte tecnológico para uma expansão sem limites da globalização financeira. Esta última, por seu turno, enche os olhos dos adeptos da sociedade “pós-industrial” que idealizam uma economia de serviços hegemônica. A sociedade “pós-industrial” não ocupa o papel desempenhado pela sociedade industrial, mas é necessário recusar a sofisticação da vida adquirida com o mundo “pacificado” em Hiroshima.
Quem sabe será possível o uso de “imperialismo” sem os tabus que parecem dificultar um esclarecimento maior? Ou se “sociedade da informação” poderá ter um uso mais calcado no desenrolar do drama histórico? O império industrial norte-americano ainda dá as cartas quando os fatos são analisados pelo foco das guerras entre nações ou mesmo da violência associada ao tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Principalmente se considerado o impacto das disputas bélicas que envolvem o medo em torno das bombas atômicas. Do “admirável mundo novo” que a potência nuclear trouxe após a tragédia da cidade japonesa citada é preciso voltar atrás.
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sociólogo Guilherme Valle
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